Capítulo I - Princípio

PRIMEIRA PARTE 
Olhe bem...
Eu tinha 17 anos, estava atrasado um ano na escola e aquele semestre não estava nada normal, eu acabava de sair de um problemático relacionamento que só Deus sabe por que eu entrei.
Meus pais estavam à beira de uma separação.
Nunca acreditei em destino, talvez fosse bobo pensar nisso, mas aquele semestre me fez pensar diferente.
Tudo começou quando eu e meu amigo Ede, um simpático garoto, que assim como eu também estava atrasado na escola, ficamos para recuperação das matérias, talvez por isso nos tornamos grandes amigos. Ele era magro, alto e do tipo de garoto que falava muito, ruivo com sarnas bem avermelhadas no rosto, se não o conhecesse bem, diria que ele era um aluno de intercambio, vestia-se meio hippie, apesar de ser uma pessoa bastante consumista.
Por mais que eu quisesse passar de ano, matemática e física não me faziam muito bem, só em falar nesses bichos já me dava ânsia de vômito. Sinceramente não conseguia descobrir como aquele monte de besteiras iria ajudar na minha vida. Pois bem, quando Ede e eu fomos pela terceira vez para a aula de recuperação observei minha diretora Sra. Chirley, colocando um grande cartaz no muro da escola Atonissassa Lágel, conhecida popularmente só como Lágel, com uma estrutura que esbanjava arquitetura clássica, rica em detalhes e a maior de todo o Norte. Eu estava lá desde o maternal e não agüentava mais.
O cartaz que a Sra. Chirley colocara era bem claro e dizia: ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O NOVO ANO LETIVO. Não dei muita atenção para o que dizia, mas pobre de mim, mal sabia eu o quanto aquele cartaz iria me esclarecer.
Fui à aula, dormi metade dela, pois não aguentava o professor de física falando bobagens. E quando terminou a aula, voltei pra casa.
A caminho de casa vi duas crianças brincando de Power ranger e se chutando. O bairro onde eu morava era bem grande e estávamos enfrentando um intenso inverno naquele ano.
Apesar de meus pais terem bastante condição sempre preferi ir andando de casa para a escola e da escola pra casa. Até então tudo ocorria normalmente. Quando cheguei em frente de casa ouvi gritos do tipo:
- Eu não agüento mais! 
No primeiro momento não quis acreditar, mas eu sabia que era mais uma das tantas brigas dos meus pais. Era a voz de minha mãe. Todas essas discursões que meus pais enfrentavam começaram no dia em que minha mãe achou um vídeo que supostamente a amante de meu pai declarava todo o amor por ele. 
O Sr. Aretuda, meu pai, era um renomado empresário do ramo industrial que vivia para o trabalho e para a bebedeira. Um senhor de 44 anos com alguns cabelos grisalhos atrás e na frente totalmente careca. Nariz grande, alto e barrigudo de tanta cerveja.
Aquele vídeo foi mais que uma bala de canhão em nossa família, foi uma bomba atômica que a desestruturou e depois aniquilou todos nos, a partir de então toda e qualquer bobagem já se tornava uma briga entre os dois.
Sabendo o que me aguardava lá dentro, respirei fundo e entrei; Quando dei o primeiro passo vi uma cena bastante chocante, minha mãe, Clarice [...] 

2 comentários:

Anônimo disse...

deveriao ter desccrito ele tambem. :s

samara disse...

ameiiiiii ta muito bom essa historia........
to orgulhosa dos meus PRIMOS...... os autores.....
;)
nossa é um menino com atidute, que por nao pensar um pouco nao medio as palavras com a menina..
to gostando tem romance no meio adorooo..rsrs
vamos escrever mas to curiosa pra saber mas do livro....

Postar um comentário

De sua opinião ou pergunta.