Capítulo II - Vamos dar um fim nessa historia.


SEGUNDA PARTE
Ouvimos som de passos em nossa direção, era o Sr. Aretuda, mamãe ficou em silêncio, como se não quisesse que ele ouvisse o que falávamos. Aproximou-se, coçou a barriga e perguntou:
­-O café esta pronto?    
-É claro que esta! -Ela falou aborrecida.
Parecia que toda a conversa que acabara de ter com minha mãe havia sumido junto com sua doçura.
-Calma mulher dá-me  uma folga pelo menos na hora do café. - Sr. Aretuda quis cortar o assunto.
Eu já não suportava mais ficar calado e falei.
-Meu Deus, será possível que não posso ter um instante de paz nessa casa, sem ser obrigado  assistir às brigas de vocês.
Soltei a colher com a qual comia  e sai. Só pude ouvi a voz da minha mãe pedindo que eu voltasse.
Abri a porta, sai só com a roupa de corrida e  bati o mais forte que pude.
Sai decidido correr um pouco e depois ir à casa de Sarah.
Comecei a correr o mais rápido possível em direção ao parque central da cidade que alias fica próximo da casa de Sarah, passei por varias árvores.  Fui correndo ao som de last Kiss, até que tive a impressão de está sendo seguido, parei e agachei-me, pois estava cansado, minha respiração bem pesada, olhei para os lados e para cima, mas não vi nada, continuei, só que dessa vez a ofegância de minha respiração  atrapalhava-me e seguia muito mais devagar.
-Julian – alguém falou!
Virei-me e não vi nada
- Quem está aí? – Falei preocupado.
 Ninguém respondeu. Pensei que era algo de minha cabeça.
Comecei a correr novamente, até que de repente esbarrei em alguém, cai no chão e olhei dos pés a cabeça. Quando eu percebi quem era, levei um susto [...]  

Capítulo II - Vamos dar um fim nessa historia.

 PRIMEIRA PARTE
Eu deitei e dormi.
Acordei com o som do meu celular tocando. Primeiro pensei que era um sonho, voltei a dormi. Então tocou uma vez, outra vez e mais uma vez. Não aguentei mais, levantei e peguei o celular. ´´ Mas, afinal quem iria ligar para mim em plena 6 horas da manha ``. Quando eu olhei quem era, foi como se eu já esperasse.
- Alô Sarah.
Era ela sim, Sarah Wilson, das empresas Wilson, a mais disputada da escola, a mais bonita da escola, a mais popular, a mais rica, e também minha ex e abusada namorada.
- Julian?
- O que é Sarah?
- Oi Julian – ela falou meio feliz e fez uma pausa – Juu...lian – ela tomou fôlego – Um namoro como o nosso não pode acaba assim.
- Sarah – eu estava indignado – você me liga em plena 6 horas da manhã para falar de uma coisa que já foi decidida faz muito tempo...
- Ela me interrompe – ‘‘COISA’’. Você chama de coisa tudo que vivemos. É eu realmente me enganei pensei que você fosse diferente, mas pelo visto não é...
- Agora eu a interrompi – Ah! Quer saber de uma coisa Sarah, eu já te dei moral de mais. TCHAU!
Voltei a dormir. Quando deram 8 horas em ponto meu celular tocou o alarme, por um instante pensei que fosse Sarah novamente, mas logo desisti dessa idéia. 
Fui tomar um banho. Enquanto a água escorria pelo meu corpo, pensei em tudo o que havia acontecido ontem e principalmente o quanto fui grosso com Sarah e então resolvi ir a sua casa pedir desculpas e decidir nosso futuro.
Terminei o banho, vesti a roupa de corrida e fui à cozinha tomar café.
Quando cheguei, vi minha mãe com semblante cansado, triste, mas estava melhor que a noite anterior.  
- Bom dia – Falei.
- Oi, querido você acordou cedo - Ela falou preocupada.
- Vou correr hoje – falei a ela
- Ah!  Sim.
Fizemos um pouco de silêncio e fui buscar o suco na geladeira, foi como se ninguém quisesse tocar no assunto da noite passada. Mas ela quebrou o silencio e falou:
- Julian, eu sei que você viu e ouviu toda nossa discussão ontem, mas quero que você entenda que tudo isso não tem nada haver com você e seu irmão Albert.
- Mãe não precisa falar isso, sei muito bem quem é o errado de toda essa história e não é a senhora, e por mais difícil que seja pra mim, falar ou pensar, sei exatamente  qual é a solução.    
Um silêncio culminante se alojou entre nós, até que ela o quebrou.
 - Julian não é tão simples como você pensa – ela fez uma pausa – eu penso também em vocês, como você acha que Albert vai entender se ele só tem 6 anos...
- É simples sim, basta você querer.
Ouvimos som de passos em nossa direção[...]


Capítulo I - Princípio

SEGUNDA PARTE

Sabendo o que me aguardava lá dentro, respirei fundo e entrei; Quando dei o primeiro passo vi uma cena bastante chocante, minha mãe, Clarice, estava sentada com a mão no rosto chorando rios de lágrimas enquanto o Sr. Aretuda assistia a um jogo de futebol na TV e falava bem alto dizendo:

-Meu Deus Clarice, vê se você cresce e para com essas bobagens.

Vendo aquilo senti-me muito mal, mas preferir não saber do que se tratava. Subi para meu quarto e fui ouvir Kiss, apesar de não gostar, mas qualquer barulho era melhor que aquela discussão.